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segunda-feira, 25 de junho de 2007
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.És tu, adorno meu
.Que contorno este corpo
.Frio corpo
.Não disposto
.Ao contorno teu.
.És tu, manto de carne
.Que me embala a solidão
.Que me tomas sem domínio
.Em teu espaço, indivisível
.Inconsolável monastério
.Que me casa a olhos vagos
.Santo sacrilégio!
.Esses olhos eu não quero.
.Mas não nego meus ouvidos
.Quando ouço a mim, mais e adiante
.Que em outros surdos passos
.(onde a lembrança não erra)
.Diz-me que o caminho
.Mais feliz que meus pés
.Já esculpiram
.Foi teu chão de terra.
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.Um gato preto, malhado e borrachudo.
.Sem ofício, sem didática.
.Mas, um bicho místico.
.Que se acompanha sozinho.
.Ele e seu óculos de vidro..
.Gato engarrafado que vigia pés.
.(pois os passos são da altura dos seus olhos).
.Um gato preto!
.Que vive sem domínio,
.Com o despaltério
.Incabível de felino...
.Este não me engana,
.Dogmático que é.
.Difuso e ainda cheira a brasa
.Que de véras pensa ser ?
.Oh, espanador do inferno!
.Ainda sim daria lhe um membro
.Para poder ouvir esse miado tão engolido..
.Ei de laça-lo pelo rabo,
.Fazer-te uma tese e guardar-te
.Em sustenido..
.Quero ver tu,
.Ministro das Pragas,
.Taoísta, agnóstico, cristão,
.Não-teísta e paradoxal
.Assim, suspenso pelos fios
.E pregado em minha escala
.De "Coisas sobre o Nada"...
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